O narrador e apresentador Paulo Soares, conhecido como “Amigão da Galera”, faleceu, nesta segunda-feira (29), em São Paulo, aos 63 anos, deixando uma trajetória marcada por paixão, dedicação e proximidade com o público.
Nascido em 13 de setembro de 1963, em São Paulo, Paulo iniciou a carreira ainda jovem, no rádio, narrando partidas e desenvolvendo um estilo próprio, sempre caloroso e próximo do torcedor. Seu talento o levou a trabalhar em grandes emissoras como Gazeta, Record, Globo e Bandeirantes, até consolidar-se na ESPN Brasil.
No canal esportivo, tornou-se presença diária no SportsCenter, programa no qual sua voz se tornou companhia para milhões de apaixonados por esporte, ao lado de Antero Greco, que faleceu em maio de 2023, em decorrência de um tumor no cérebro.
O apelido que virou marca
O famoso apelido “Amigão da Galera” surgiu em 1990, dado pelo jornalista Osvaldo Pascoal, então repórter da Rádio Record. Desde então, o nome virou sinônimo da sua autenticidade e de sua forma afetuosa de se conectar com o público.
Legado e impacto
Mais do que apresentador, Paulo Soares foi uma ponte entre as emoções do esporte e o coração dos torcedores. Seu estilo envolvia não apenas estatísticas e resultados, mas histórias, humor e humanidade.
Colegas de profissão destacam sua risada contagiante, a generosidade nos bastidores e a capacidade de transformar transmissões em encontros familiares.
Homenagens emocionadas
A notícia de sua morte causou grande comoção entre jornalistas, atletas e fãs. O jornalista Alex Tseng, apresentador dos canais ESPN e Star+, resumiu em uma mensagem a amizade e o legado deixado por Paulo:
“Descanse, Paulo. Você lutou bravamente. Ficam as lembranças, longas conversas, risadas… Gratidão por tudo nesses quase 40 anos de amizade.”
Paulo Soares será lembrado não apenas como comunicador, mas como alguém que humanizou o esporte e aproximou gerações.