Ex-Fluminense denuncia racismo no Campeonato Peruano e jogo é paralisado

O lateral-esquerdo brasileiro Cris Silva, do Sporting Cristal, denunciou ter sido vítima de racismo durante a vitória por 3 a 1 sobre o Alianza Atlético, pelo Campeonato Peruano, neste sábado (7). Segundo o jogador, o atacante adversário, teria o chamado de “macaco” durante uma discussão em campo. A acusação ocorreu ainda durante a partida, disputada no Peru.

Após o relato do atleta, o árbitro acionou o protocolo antirracismo da FIFA, interrompendo o jogo temporariamente para registrar a ocorrência. Visivelmente abalado, Cris Silva se emocionou no gramado e precisou ser amparado por companheiros de equipe antes de relatar o episódio à arbitragem.

Protocolo antirracismo foi acionado

Ao tomar conhecimento da denúncia de racismo feita pelo brasileiro Cris Silva, o árbitro da partida realizou o gesto de braços cruzados, previsto no protocolo internacional de combate à discriminação no futebol. O sinal indica oficialmente a ocorrência de um possível ato racista e faz parte das medidas adotadas pela FIFA.

A partida foi paralisada momentaneamente, permitindo que a arbitragem registrasse o relato do jogador e comunicasse o episódio aos responsáveis pela organização da competição.

Nas redes sociais, o Sporting Cristal publicou uma nota oficial repudiando o episódio e pedindo apuração rigorosa dos fatos. No comunicado, o clube manifestou apoio ao atleta brasileiro e reforçou que atitudes racistas não podem ser toleradas dentro ou fora dos gramados.

“Este tipo de conduta não pode ser tolerada”, afirmou o clube em posicionamento público.

A Liga Peruana de Futebol informou que o caso está sendo analisado e que eventuais punições poderão ser aplicadas após a conclusão da investigação.

Cris Silva e André comemoram juntos gol do Fluminense
(Foto: Mailson Santana/Fluminense)

Carreira de Cris Silva

Aos 32 anos, Cris Silva construiu carreira em clubes do futebol brasileiro e também no exterior. No Brasil, o lateral passou por equipes como Fluminense, Chapecoense, Goiás e Operário Ferroviário.

Antes de chegar ao futebol peruano, o defensor também atuou pelo Sheriff Tiraspol, da Moldávia.

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