Durante entrevista ao Tupi na Rede Cast nesta sexta-feira (5), Celso Barros relembrou os bastidores da saída de Fernando Diniz do Fluminense. O ex-vice de futebol do clube afirmou que percebeu rapidamente que o estilo do treinador não funcionava, citando excesso de atacantes, desorganização tática e falta de alternativas de jogo.
Segundo Barros, essa estratégia deixou o time vulnerável e próximo de um novo rebaixamento, o que o preocupou por já ter vivido o drama da Série C em 1999. “Ele enfiava quatro, cinco atacantes, não tinha ninguém para armar. Quando os adversários entenderam isso, a situação complicou”, disse.
Resistência e pressões internas
O ex-dirigente afirmou que pressionou a diretoria por uma mudança, mesmo enfrentando resistências internas. Ele mencionou a figura de Paulo Angioni, a quem chamou de “decorativo” na gestão, além de possíveis conflitos de interesse envolvendo o empresário de Diniz, Beto Roussi.
Para Celso, o temor era de que a administração ficasse marcada por mais um descenso, caso o treinador permanecesse no comando.

Clima após a saída
A demissão de Diniz gerou tensão nos bastidores. Celso relatou que o então presidente, Mário Bittencourt, chegou a se emocionar no encontro com o técnico. Pouco depois, Diniz publicou um recado indireto em suas redes sociais, o que foi interpretado como um desabafo contra Barros.
Apesar do mal-estar, o ex-dirigente garante que não guarda ressentimentos: “Desejei sucesso a ele, porque acredito que seguirá com uma boa carreira”.
Principais pontos da fala de Celso Barros
- Críticas ao esquema ofensivo de Diniz, com excesso de atacantes.
- Preocupação com risco de novo rebaixamento do Fluminense.
- Pressão sobre Mário Bittencourt e Paulo Angioni por mudança.
- Suspeita de conflito de interesses envolvendo empresário do técnico.
- Clima de tensão após a saída, mas com desejo de sucesso a Diniz.