Enquanto pairavam dúvidas sobre sua participação, a seleção do Iraque solicitou oficialmente o adiamento da repescagem intercontinental para a Copa do Mundo. De acordo com o jornal inglês ‘The Guardian’, o pedido iraquiano surge após rejeitar uma proposta da Fifa, que solicitava que a equipe fizesse uma viagem de 25 horas pela Turquia antes de seguir para o México, onde ocorrerá a repescagem, no dia 31.
Mais da metade da seleção iraquiana está presa em Bagdá, capital do país, sem poder viajar. Afinal, o espaço aéreo do país está fechado devido à guerra em curso com o Irã. Chegar à Turquia para pegar um voo rumo às Américas significaria fazer escala no norte do Iraque, região atacada por drones iranianos desde o início do conflito. Este é um risco ao qual o técnico australiano Graham Arnold, preso em Dubai, nos Emirados Árabes, não quer expor seus jogadores.
Além desses problemas, vários jogadores e membros da comissão técnica não receberam vistos para viajar ao México e aos Estados Unidos. Anteriormente, o Iraque planejara um período de treinamento antes dos jogos contra Suriname ou Bolívia. A federação iraquiana estaria pressionando a FIFA por uma decisão rápida, já que o Iraque também está entre os candidatos a substituir o Irã, caso este time desista. O Iraque era a equipe mais bem classificada após as eliminatórias da Confederação Asiática de Futebol.
Esta será a segunda participação do Iraque na Copa do Mundo. A primeira ocorreu em 1986, no México, somando três derrotas em três jogos.