Os tenistas brasileiros Thiago Wild e Thiago Monteiro, respectivamente números 2 e 3 do Brasil, foram eliminados na primeira rodada do qualifying do US Open 2025, disputado em Nova Iorque, nesta segunda-feira (18). Wild, 140º do ranking da ATP, caiu para o cazaque Dmitry Popko (239º) em sets diretos, por 7-6(4) e 6-3, em 1h41 de partida. Monteiro, 170º do mundo, protagonizou um duelo equilibrado contra o americano Murphy Cassone (172º), mas acabou derrotado por 6-3, 5-7 e 7-5, após 2h17. Apesar de uma breve recuperação no terceiro set, quebrando o saque do adversário, Monteiro não conseguiu manter o ritmo e perdeu a chance de avançar. A esperança brasileira no qualifying agora recai sobre João Lucas Reis, que estreia nesta terça-feira (19) contra o belga Alexander Blockx. A eliminação precoce de Wild e Monteiro reflete os desafios enfrentados pelos tenistas brasileiros em um cenário competitivo global.
A primeira rodada do qualifying do US Open trouxe confrontos desafiadores para os brasileiros. Wild, cabeça de chave 26 do quali, enfrentou um adversário que, apesar de estar quase 100 posições abaixo no ranking, mostrou consistência em quadra. Monteiro, por sua vez, teve chances reais de vitória, mas cedeu nos momentos decisivos. A participação de João Lucas Reis mantém viva a possibilidade de um brasileiro avançar à chave principal.
- Principais destaques da estreia brasileira no quali:
- Thiago Wild perdeu para Dmitry Popko em sets diretos.
- Thiago Monteiro caiu em jogo equilibrado contra Murphy Cassone.
- João Lucas Reis é a última esperança brasileira no qualifying.
Desempenho de Thiago Wild contra Popko
Thiago Wild, paranaense de 25 anos, entrou no qualifying do US Open como um dos favoritos, mas não conseguiu impor seu jogo contra Dmitry Popko. O primeiro set foi decidido no tiebreak, com Popko aproveitando erros do brasileiro para fechar em 7-6(4). No segundo set, o cazaque dominou com um jogo sólido de fundo de quadra, vencendo por 6-3. Wild, que já enfrentou Popko em duas ocasiões no saibro, com uma vitória para cada lado, não encontrou respostas para o ritmo agressivo do adversário em quadra rápida. A derrota representa um revés para o brasileiro, que busca recuperar a consistência que o levou ao top 100 em 2023.
O jogo de Wild foi marcado por altos e baixos. Apesar de momentos de brilho com seu forehand potente, o brasileiro cometeu erros não forçados em pontos cruciais, especialmente no tiebreak do primeiro set. Popko, conhecido por sua regularidade em challengers, soube explorar as falhas do adversário, garantindo a vitória em menos de duas horas.
- Fatores que influenciaram a derrota de Wild:
- Inconsistência no saque, com apenas 58% de pontos ganhos no primeiro serviço.
- Erros não forçados em momentos decisivos, especialmente no tiebreak.
- Adaptação limitada à quadra rápida, superfície menos favorável ao brasileiro.
Monteiro enfrenta batalha equilibrada
Thiago Monteiro, cearense de 31 anos, enfrentou o americano Murphy Cassone em um confronto que exigiu resistência física e mental. O primeiro set foi dominado por Cassone, que venceu por 6-3 com um jogo agressivo. No segundo set, Monteiro reagiu, equilibrando as ações e fechando por 7-5 após uma quebra crucial. No set decisivo, o brasileiro chegou a salvar um game em que o americano sacava para a vitória, mas perdeu o saque logo em seguida, permitindo que Cassone fechasse em 7-5. A partida, que durou 2h17, destacou a competitividade de Monteiro, mas também sua dificuldade em manter a consistência em momentos-chave.
Monteiro, que já disputou a chave principal do US Open em seis ocasiões, buscava sua sétima participação. Sua experiência em torneios de nível ATP não foi suficiente para superar o jovem americano, que jogava em casa e contava com o apoio da torcida. A derrota reforça a fase irregular do tenista, que teve bons momentos em 2024, como a vitória sobre Stefanos Tsitsipas no Masters 1000 de Roma.
- Momentos decisivos do jogo de Monteiro:
- Quebra de saque no segundo set para empatar a partida.
- Resistência no terceiro set, salvando um game crucial em 5-4.
- Perda do saque no 11º game do set decisivo, que definiu a derrota.
João Lucas Reis: a esperança brasileira
Com as eliminações de Wild e Monteiro, as atenções se voltam para João Lucas Reis, pernambucano de 25 anos e 230º do ranking, que faz sua estreia em qualifying de Grand Slam nesta terça-feira (19). Reis enfrenta o belga Alexander Blockx, número 116 do mundo e ex-líder do ranking juvenil. A partida representa um desafio significativo para o brasileiro, que entrou no quali após desistências de outros jogadores. Reis vive o melhor momento de sua carreira, mas enfrenta um adversário jovem e talentoso, conhecido por sua potência no saque e versatilidade em quadra.
A trajetória de Reis no circuito profissional é marcada por ascensão recente. Após conquistar o título da Procópio Cup, que garantiu sua vaga no qualifying do Rio Open 2025, o tenista busca sua primeira participação na chave principal de um Grand Slam. Sua estreia será transmitida pela Disney+, com início previsto para as 15h30 (horário de Brasília).
- O que esperar do confronto de Reis:
- Desafio contra um adversário ranqueado mais de 100 posições acima.
- Oportunidade de surpreender, aproveitando a inexperiência de Blockx em Grand Slams.
- Importância do apoio da torcida brasileira, mesmo à distância.
Contexto do qualifying do US Open
O qualifying do US Open é uma fase preliminar disputada entre 18 e 21 de agosto, com 128 jogadores competindo por 16 vagas na chave principal masculina. As partidas são em melhor de três sets, diferentemente da chave principal, que utiliza o formato de cinco sets. Além de Reis, o Brasil já tem garantidos na chave principal João Fonseca (52º) e Beatriz Haddad Maia (21ª), que entram diretamente pelo ranking. O torneio, realizado em Flushing Meadows, é o último Grand Slam do ano e atrai os melhores tenistas do mundo, com premiações que superam US$ 75 milhões em 2025.
A competição no qualifying é feroz, com jogadores de diferentes níveis buscando uma chance de brilhar na chave principal. Para os brasileiros, o quali representa não apenas uma oportunidade de avançar, mas também de ganhar experiência em um dos palcos mais prestigiados do tênis mundial.
- Estrutura do qualifying do US Open:
- 128 jogadores disputam 16 vagas na chave principal.
- Partidas em melhor de três sets, com tiebreak no set decisivo.
- Premiação significativa, mesmo para os eliminados na primeira rodada.
Histórico dos brasileiros no US Open
O US Open tem sido um torneio desafiador para os tenistas brasileiros. Historicamente, poucos alcançaram resultados expressivos na chave principal. Thiago Monteiro, por exemplo, nunca passou da segunda rodada em suas seis participações. Thiago Wild, que venceu o US Open juvenil em 2018, ainda busca consolidar sua presença em Grand Slams como profissional. A eliminação precoce de ambos no qualifying reforça a dificuldade de competir em alto nível em quadras rápidas, superfície que exige adaptação para tenistas brasileiros, mais acostumados ao saibro.
João Lucas Reis, apesar de estreante, carrega a responsabilidade de manter o Brasil representado no quali. Sua performance será crucial para avaliar o potencial da nova geração de tenistas brasileiros, que inclui nomes como João Fonseca, apontado como uma das maiores promessas do país.
- Brasileiros no US Open: retrospecto recente:
- Thiago Monteiro: melhor resultado foi a segunda rodada em 2017.
- Thiago Wild: venceu o torneio juvenil em 2018, mas não passou do quali como profissional.
- João Lucas Reis: estreia em qualifying de Grand Slam em 2025.
Próximos passos para o tênis brasileiro
A eliminação de Wild e Monteiro no qualifying do US Open destaca os desafios enfrentados pelos tenistas brasileiros em competições de alto nível. Apesar dos tropeços, a presença de João Fonseca e Beatriz Haddad Maia na chave principal mantém o Brasil em evidência. Fonseca, de apenas 18 anos, vive um momento de ascensão, enquanto Haddad Maia busca consolidar seu lugar entre as melhores do mundo. Para Reis, a partida contra Blockx será um teste de fogo, mas também uma oportunidade de mostrar seu potencial.
O tênis brasileiro vive um momento de transição, com jovens talentos emergindo e veteranos como Monteiro buscando consistência. O desempenho no US Open, mesmo no qualifying, serve como termômetro para o futuro do esporte no país, que aposta em nomes como Fonseca e Reis para renovar suas esperanças.
- Prioridades para o tênis brasileiro:
- Investimento em jovens talentos, como João Fonseca e João Lucas Reis.
- Adaptação a superfícies rápidas, como as do US Open.
- Consistência em torneios de nível ATP para elevar o ranking.