Entre saídas, atrasos e eliminações: Textor admite erros na temporada do Botafogo

Depois da eliminação para o Vasco nas quartas de final da Copa do Brasil, John Textor, dono da SAF do Botafogo, reconheceu que o clube falhou em seus objetivos de 2025. O empresário não detalhou cada equívoco, mas admitiu que a lista seria extensa.

A temporada, marcada por atrasos nas decisões, mudanças de estilo e instabilidade, revelou os pontos em que o clube mais se fragilizou.

Dificuldade no comando técnico e demora em escolhas

No início do ano, o Botafogo perdeu Artur Jorge, campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2024. Foram mais de 50 dias até o anúncio de Renato Paiva como substituto. No período, o interino Carlos Leiria acumulou maus resultados, incluindo a derrota na Supercopa para o Flamengo, agravando o clima de instabilidade.

Contratação de Renato Paiva e rupturas no estilo

Paiva assumiu prometendo um Botafogo ofensivo, mas rapidamente enfrentou críticas. Oscilações, falhas defensivas e postura conservadora em jogos decisivos marcaram sua passagem.

A eliminação para o Palmeiras no Mundial e tropeços no calendário nacional aceleraram sua saída.

Foto: Vitor Silva/Botafogo

Oscilações em jogos decisivos

A temporada ficou marcada por altos e baixos. O time conseguiu uma vitória histórica sobre o PSG no Mundial de Clubes, mas caiu logo depois para o Palmeiras.

Na Libertadores e na Copa do Brasil, a falta de consistência também custou caro, deixando o time fora das fases mais importantes.

Saídas de craques sem reposição à altura

A perda de Luiz Henrique e Almada expôs a fragilidade do elenco. Os substitutos escolhidos — Artur e Santi Rodríguez — demoraram a se firmar e não tiveram o mesmo impacto.

Além disso, outras saídas no meio da temporada reduziram ainda mais o nível competitivo.

Foto: Vitor Silva/Botafogo.

Comunicação e planejamento em xeque

Textor reconheceu falhas de planejamento e admitiu que as expectativas foram mal calibradas. Apesar de reforços e investimentos, o Botafogo ficou aquém nos torneios eliminatórios e viu a distância aumentar em relação ao líder do Brasileirão. A pressão da torcida cresceu diante da ausência de resultados expressivos.

O que precisa mudar

Para evitar que 2025 seja lembrado como um ano “protocolar”, o Botafogo precisa:

  • Agilizar decisões técnicas e administrativas
  • Definir e manter uma identidade de jogo clara
  • Repor rapidamente jogadores-chave quando houver saídas
  • Comunicar melhor expectativas ao torcedor

Textor afirma estar ciente das falhas, mas garante confiar nos recursos do clube para reagir. O desafio agora é transformar a autocrítica em mudanças práticas que evitem um desfecho frustrante para a temporada.

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