Goleada sofrida pelo Vasco expõe insistências de Renato e limitações do elenco

O Vasco da Gama sofreu uma dura goleada por 4 a 1 para o Internacional, neste sábado, no Estádio Beira-Rio, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. No entanto, o placar acabou ficando até barato diante da diferença apresentada pelas equipes durante os 90 minutos.

Além disso, o resultado escancarou problemas que acompanham o Vasco desde o início da temporada. As insistências de Renato Gaúcho em alguns jogadores e o desequilíbrio do elenco voltaram a aparecer de forma clara em Porto Alegre.

Escolhas de Renato não funcionaram

Com vários desfalques importantes, como Thiago Mendes, Adson, Cuiabano, Spinelli e Paulo Henrique, Renato optou por iniciar a partida com Brenner e Tchê Tchê.

Entretanto, a dupla voltou a apresentar rendimento abaixo do esperado. Tchê Tchê pouco contribuiu na construção ofensiva e raramente acelerou as jogadas com passes verticais. Enquanto isso, Brenner novamente mostrou dificuldade para encontrar função clara no ataque vascaíno.

Mesmo assim, Renato manteve a aposta em jogadores que atravessam temporada irregular. Consequentemente, o time perdeu intensidade, criatividade e poder de reação ao longo da partida.

Vasco deu espaços ao Internacional

Foto: Divulgação/Internacional

Apesar de criar boa chance logo aos três minutos, com Gómez, o Vasco rapidamente perdeu organização. A equipe passou a atacar de forma desordenada e ofereceu exatamente o cenário que mais favorece o Internacional: espaço para contra-ataques rápidos.

Além disso, os laterais avançavam ao mesmo tempo, deixando a defesa completamente exposta. O primeiro gol nasceu justamente dessa desorganização. Puma Rodríguez tentou um cruzamento precipitado, o Inter recuperou a bola e aproveitou o espaço deixado por Cuesta para acelerar o ataque.

Pouco depois, Léo Jardim errou na saída de bola e entregou nos pés de Carbonero, lance que originou o segundo gol colorado.

A partir dali, o Internacional passou a controlar o jogo com tranquilidade. O time gaúcho baixou as linhas e encontrou liberdade para explorar velocidade pelos lados, principalmente com Bernabei e Carbonero.

Meio-campo não conseguiu competir

Foto: Divulgação/Vasco

Outro problema evidente apareceu no meio-campo. O Vasco teve enorme dificuldade para progredir com qualidade. Tchê Tchê optava constantemente por passes laterais e pouco acelerava a circulação da bola.

Enquanto isso, Gómez sofreu com marcação dobrada e Nuno Moreira tentou se movimentar para criar alternativas. No entanto, o português teve atuação apagada e não conseguiu encontrar espaços entre as linhas do adversário.

Consequentemente, o Vasco ficou previsível e sem força ofensiva. A posse de bola não gerava perigo, e o Internacional administrava o confronto sem grandes dificuldades.

Segundo tempo ampliou sensação de vexame

Mesmo após a atuação ruim na etapa inicial, o Vasco voltou do intervalo repetindo os mesmos erros. O time seguiu avançando de maneira desorganizada e continuou oferecendo espaços generosos para os contra-ataques colorados.

Assim nasceram o terceiro e o quarto gols do Internacional. A equipe de Renato Gaúcho não conseguiu ajustar o posicionamento defensivo nem controlar emocionalmente a partida.

Além disso, os erros individuais aumentaram ainda mais o cenário negativo. O Vasco demonstrou pouca intensidade na recomposição e enorme fragilidade na marcação física.

Problemas acompanham o Vasco desde o início do ano

A goleada no Beira-Rio não surgiu como fato isolado. Desde o começo da temporada, ainda sob comando de Fernando Diniz, o Vasco apresenta dificuldades parecidas.

Foto: DIvulgação/Vasco

A defesa sofre contra ataques diretos e bolas em velocidade. O meio-campo encontra problemas para acelerar o jogo, enquanto o setor ofensivo carece de profundidade e eficiência nas finalizações.

Além disso, o elenco mostra limitações claras quando precisa substituir titulares importantes. O desempenho coletivo cai drasticamente em partidas de maior exigência física e técnica.

Diretoria busca reforços

Nos bastidores, a diretoria já admite a necessidade de reforços para a sequência da temporada. O clube procura um volante com mais chegada ofensiva, um atacante de lado e também um zagueiro com maior imposição física.

Consequentemente, a goleada reforça a pressão para que o Vasco acelere movimentos no mercado.

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