Botafogo revela dívida de R$ 700 milhões e expõe bastidores da SAF

O Botafogo revela dívida de R$ 700 milhões atribuída à Eagle Football, grupo comandado por John Textor, e afirma que busca recuperar parte desses valores por meio de um acordo coletivo em negociação. O posicionamento foi divulgado após surgirem informações sobre uma possível participação do clube associativo nos recursos ligados à venda da SAF.

Segundo representantes do Botafogo social, o montante envolve uma série de compromissos que, de acordo com a entidade, não teriam sido cumpridos pela gestão da SAF nos últimos anos. A diretoria associativa sustenta que possui créditos a receber e que busca garantir seus direitos dentro das negociações em andamento.

Entenda a origem da cobrança

De acordo com a versão apresentada pelo clube associativo, a Eagle Football deixou de honrar pagamentos relacionados a impostos, tributos e outras obrigações previstas nos acordos firmados durante o processo de transformação do futebol em SAF.

Além disso, o Botafogo social afirma que um empréstimo de R$ 50 milhões, contratado em nome da associação, não teria sido integralmente quitado. A entidade também alega ter arcado com despesas relacionadas a direitos de imagem de jogadores e outros compromissos financeiros que seriam de responsabilidade da SAF.

Acordo busca compensação financeira

Por isso, o associativo defende a formalização de um acordo coletivo para compensar parte dos valores que considera devidos. Segundo integrantes do clube, a quantia que poderá ser recebida representa menos de 10% do total da dívida apontada, estimada em aproximadamente R$ 700 milhões.

Em paralelo, integrantes ligados às discussões financeiras reforçam que não existe negociação direta envolvendo recursos da GDA Luma para o Botafogo social. A explicação é que o acordo em estudo tem como principal objetivo regularizar pendências acumuladas ao longo da gestão anterior da SAF.

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