O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan vive uma das maiores frustrações de sua trajetória no futebol. Selecionado pela Fifa para trabalhar na Copa do Mundo de 2026, ele não conseguiu entrar nos Estados Unidos e ficou fora da competição.
Em entrevista ao jornal The New York Times, Artan afirmou acreditar que sua nacionalidade tenha pesado na decisão das autoridades americanas.
“Eu acho que eles têm um problema com o meu país”, declarou.
Longa espera e muita decepção
Segundo o árbitro, os agentes de imigração o entrevistaram durante cerca de 11 horas. Depois disso, ele permaneceu em uma área de retenção por mais algumas horas antes de embarcar para a Turquia.
Além disso, Artan afirmou que apresentou todos os documentos exigidos, incluindo o visto de entrada, credenciais da Fifa e comprovantes de sua carreira internacional.
Apesar disso, ele deixou o país sem receber uma explicação detalhada sobre os motivos da negativa.
Um dos principais árbitros da África
A ausência chama atenção porque Artan atravessa o melhor momento da carreira. Aos 34 anos, ele integra a elite da arbitragem africana e conquistou reconhecimento internacional nos últimos anos.
Em 2025, por exemplo, a Confederação Africana de Futebol o elegeu árbitro do ano. Além disso, ele comandou a final da Liga dos Campeões da África entre Pyramids FC e Mamelodi Sundowns.
Por isso, sua convocação para a Copa do Mundo representava um marco histórico para a Somália.
Fifa confirma exclusão do profissional
Após o episódio, a Fifa confirmou que Artan não participará do torneio. A entidade explicou que não interfere nos processos migratórios e ressaltou que cada país-sede define quem pode ou não entrar em seu território.
Enquanto isso, o árbitro permanece em Istambul, para onde viajou após deixar os Estados Unidos.
Frase que resume o sentimento
Mesmo diante da decepção, Artan reforçou que seu objetivo sempre foi apenas realizar um sonho profissional.
“Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo”, lamentou.
Agora, o caso ganha repercussão internacional e abre discussões sobre os critérios de imigração adotados durante a realização do Mundial de 2026.
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